08:17Pm

terça-feira, fevereiro 28, 2017



É uma noite tipica de terça-feira. Os bares estão cheios de pessoas indo e vindo compulsivamente, desenfreadamente, buscando nem elas sabem o quê. O único barulho que consigo ouvir está vindo daquela boate no fim da rua, acredito que lá estão todas as pessoas solitárias do mundo. De onde acabei de sair. Fui com um cara legal, agradável, atraente, sedutor, sabe ser e fazer acontecer. Em certo momento da festa, entre conversas e drinques coloridos, seu celular toca, era uma mensagem e dizia o seguinte: "boa noite amor. Eu te amo", ele pegou o celular, sem esboçar nenhum sorriso, com o rosto rígido e respondeu com um breve "eu também", então voltou a falar comigo, e nesse momento fiquei aliviada por estar ali só por estar. Não consegui falar nada, só pensava na história por trás daquela mensagem, ela vai dormir agora achando que está tudo bem, que tem alguém em quem confiar e entregar seus sentimentos. Ele já combinou com seus amigos uma saideira na piscina do condomínio. Eu estou indo para casa e não consigo tirar da minha cabeça aquela garota, o meu medo não é que ela descubra, mas sim que eu volte a ser a garota que manda mensagem!

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