Ele

domingo, março 05, 2017

Tudo o que posso dizer é que será maravilhoso quando o reencontrar. Não sentimos de verdade a saudade quando nos vemos todos os dias e mesmo que não nos encontramos, sabemos que isso pode ser resolvido em quatro quarteirões. Não dá para saber o real valor de algo para nós até nos tirar aquilo. 

Faz quinze minutos que saiu da cidade e não dá para contar no relógio dês de quando estou ansiosa, mas é muito tempo. Sentei no sofá e abri aquele álbum cheio de fotos nossas, tinha também alguns laços e fitas dos chocolates que você me deu, levei quase dois meses para comer tudo, foi deliciosamente bom. O céu está nublado, é difícil dizer se é dia ou noite, já vai começar a chover, e só tenho essas fotos como companhia. Será que esse clima frio não sabe que você não esta aqui? Que sozinha não dá para esquentar a cama e o travesseiro? Alguém avisa o sol, ele precisa voltar.

O cenário agora é de nostalgia, a televisão está ligada em um canal qualquer, tem uns pratos no descanso do sofá, uma ou duas embalagens de trufas no chão e, você se lembra da sua camisa azul? Agora é meu pijama. Se estivesse aqui, assistiríamos um filme escolhido por par ou impar, discutiríamos cada cena como se fossemos os protagonistas, o estoque de trufas de maracujá já estaria zerado, sem duvidas eu iria andar de meias pela casa e insistir para colocar uma calda de chocolate na pipoca. Poderia viver assim por um milhão de anos, sabemos bem como aproveitar uma tarde fria. 

Sem você aqui eu poderia fazer muitas coisas, poderia ficar online o dia inteiro, passear com o Archie e passar horas no telefone com a Lare. Só que eu não quero preencher meu dia com possíveis situações que não te incluem. Seu sorriso, seus beijos, você me ganha fácil. Acabei de fazer um café, peguei uma coberta, dessa vez eu escolho o filme, você só tem o trabalho de vir. 

Pega o primeiro voo e volta, vou estar esperando no portão de desembarque com um café e um beijo, quentes.

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